CAPÍTULO 3: “A COLEIRA DE OURO”
Uma semana se passou desde o encontro no banheiro. Heitor não conseguia se concentrar em nada. Cada vez que via Bento no escritório, sentia o coração acelerar. O estagiário, por sua vez, agia com naturalidade, como se nada tivesse acontecido. Mas os olhos pretos dele diziam tudo: ele estava no controle.
Na sexta-feira, Bento mandou uma mensagem para Heitor:
“Hoje, depois do expediente, vem na minha casa. Te mandei o endereço. Não se atrase.”
Heitor leu a mensagem e sentiu o corpo tremer. Ele nunca tinha ido à casa de Bento. Não sabia como era. Mas a curiosidade era maior que o medo.
Às 19h, Heitor estacionou o carro em frente a uma casa simples na periferia de São Paulo. Era um bairro humilde, com ruas de paralelepípedo e casas de tijolo. Ele sentiu um frio na barriga.
— O que você tá fazendo aqui? — ele sussurrou pra si mesmo.
Mas desceu do carro.
A porta da casa estava aberta. Heitor entrou e viu Bento sentado no sofá, com uma caixa embrulhada em papel de presente.
— Chegou — Bento disse, com um sorriso. — Senta.
Heitor sentou na poltrona em frente.
— O que é isso?
— É seu presente.
Bento abriu a caixa. Dentro, havia uma coleira de couro preto com um pingente de ouro em forma de cachorro. O pingente tinha uma inscrição: “PROPRIEDADE DE BENTO”.
Heitor sentiu a respiração falhar.
— Isso é… uma coleira?
— É. Você vai usar.
— Mas eu não posso usar isso no trabalho. Alguém vai ver…
— Você não vai usar no trabalho. Você vai usar aqui. Em casa. Quando estiver comigo.
Bento se levantou, foi até Heitor, e colocou a coleira no pescoço do CEO. Ajustou o couro, prendeu o fecho.
— Perfeito — Bento disse, passando os dedos pela coleira. — Agora você é oficialmente meu.
Heitor sentiu os olhos marejarem. Não de vergonha. De alívio.
— Bento…
— Não fala. Só sente.
Bento ajoelhou na frente de Heitor, puxou a coleira, e o beijou. O beijo foi intenso, molhado, cheio de desejo. As mãos de Bento deslizaram pelo corpo do CEO, desabotoando a camisa.
— Quero você na cama — Bento sussurrou. — Quero ver você de coleira, de quatro, implorando.
Heitor se levantou e seguiu Bento até o quarto. A cama era simples, com lençóis azuis, mas o que importava era o que ia acontecer.
— Tira a roupa — Bento ordenou.
Heitor obedeceu. Ficou nu, de coleira, os cabelos grisalhos bagunçados.
— De quatro.
Heitor se ajoelhou na cama, de quatro, a coleira balançando.
Bento pegou um lubrificante na gaveta, passou nos dedos, e começou a preparar o CEO. Heitor gemeu baixinho.
— Tá tudo bem? — Bento perguntou.
— Tá — Heitor respondeu. — Nunca esteve melhor.
Bento colocou uma camisinha, posicionou o pau na entrada, e entrou devagar. Heitor arqueou as costas, os dedos apertando o lençol.
— Isso — Bento disse, começando a meter. — Você é meu. Minha propriedade.
— Sou seu — Heitor gemeu. — Sou todo seu.
Bento metia forte, a mão apertando a coleira, puxando Heitor para trás. O som do corpo do CEO contra o dele enchia o quarto.
— Vai gozar comigo? — Bento perguntou, a voz falhando.
— Vou — Heitor respondeu.
Os dois chegaram juntos, o corpo de Heitor se contraindo, o de Bento se apertando. Eles ficaram ali, ofegantes, o suor escorrendo.
Bento tirou o pau, deitou ao lado de Heitor, e puxou o CEO para perto.
— Você gostou? — Bento perguntou.
— Gostei — Heitor respondeu, a mão na coleira. — Mas ainda tô processando tudo.
— Processa devagar. A gente tem tempo.
Os dois ficaram abraçados, a coleira ainda no pescoço de Heitor, o pingente de ouro brilhando sob a luz do quarto.
Heitor sentiu que, pela primeira vez na vida, estava no lugar certo.
FIM DO CAPÍTULO 3
