CAPÍTULO 5: “A JAULA DE VIDRO”
O galpão da fábrica tinha ficado para trás, mas a sensação de ser tratado como um peão ainda queimava na pele de Heitor. Ele pensava nisso todos os dias, na humilhação, no suor, na mão de Bento puxando sua coleira. Era estranho como aquilo o fazia se sentir vivo.
— Você quer mais, não quer? — Bento perguntou, uma noite, enquanto os dois estavam deitados na cama.
— Quero — Heitor respondeu, sem hesitar. — Quero tudo o que você quiser me dar.
Bento sorriu e se levantou.
— Então vem comigo.
Ele levou Heitor para um cômodo da casa que ele nunca tinha visto. Era um quarto pequeno, sem janelas, com paredes forradas com espelhos. No centro, uma estrutura de vidro e metal — uma jaula, com portas de vidro transparente, grande o suficiente para um homem ficar em pé.
— O que é isso? — Heitor perguntou, a voz falhando.
— É a sua jaula — Bento disse, abrindo a porta de vidro. — Você vai ficar aqui dentro. De vez em quando.
Heitor sentiu o corpo tremer. A jaula era assustadora e excitante ao mesmo tempo.
— E o que eu vou fazer lá dentro?
— Nada. Você vai ficar em pé, imóvel, e vai sentir. Não vai poder se mexer. Não vai poder se tocar. Não vai poder gozar.
Bento pegou uma caixa de cima do armário e abriu. Dentro, havia uma focinheira de couro, algemas de metal, uma venda de seda preta e um cinto de castidade de metal.
— Hoje, você vai aprender o que é ficar sem controle — Bento disse.
Heitor engoliu em seco.
— Você confia em mim? — Bento perguntou.
— Confio.
— Então tira a roupa e entra na jaula.
Heitor obedeceu. Ficou nu, a pele fria contra o ar do quarto. Entrou na jaula de vidro e se virou para Bento.
Bento entrou também, com a caixa. Ele colocou a venda nos olhos de Heitor, mergulhando-o na escuridão total. Depois, prendeu suas mãos atrás das costas com as algemas de metal. Por fim, colocou o cinto de castidade no pau de Heitor, travando-o com um cadeado.
— Agora, você não vai poder gozar até eu permitir — Bento sussurrou na orelha de Heitor. — Nem se tocar. Nem se mover.
Ele saiu da jaula e fechou a porta de vidro. A chave girou, o cadeado se fechou.
Heitor ficou ali, nu, vendado, algemado, de pau preso, no silêncio absoluto do quarto. Ele não ouvia nada além da própria respiração.
Bento ficou do lado de fora, observando. Ele ligou um som ambiente — o zumbido baixo de uma frequência, que desorientava os sentidos. Depois, colocou a mão no vidro da jaula, bem na frente do rosto de Heitor.
— Você consegue sentir o calor da minha mão? — Bento perguntou.
Heitor sentiu. O vidro estava frio, mas o calor da mão de Bento se irradiava através dele.
— Sinto — Heitor respondeu, a voz rouca.
— Mas você não pode me tocar. Não pode me ver. Não pode gozar. Só pode sentir.
Heitor sentiu o pau doer dentro do cinto de castidade. O desejo era quase insuportável. Mas a entrega, a sensação de estar completamente nas mãos de Bento, era ainda maior.
As horas passaram. Heitor perdeu a noção do tempo. Às vezes, Bento entrava na jaula, tocava seu corpo, passava a mão pelo seu peito, apertava seus mamilos, sussurrava palavras sujas em seu ouvido. Mas nunca o libertava. Nunca o deixava gozar.
— Você quer gozar? — Bento perguntou, depois de uma hora de toques.
— Quero — Heitor implorou, a voz chorosa.
— Não ainda.
Bento saiu, e Heitor ficou sozinho novamente. O zumbido no ouvido, a escuridão, a imobilidade, o desejo — tudo se misturava em uma névoa de tesão e sofrimento.
Na terceira hora, Bento entrou na jaula novamente. Ele se ajoelhou na frente de Heitor e passou a língua pelo pau preso de Heitor, por cima do cinto de castidade. Heitor gemeu, o corpo todo tremendo.
— Você vai gozar hoje — Bento disse. — Mas só quando eu decidir.
Ele tirou a venda de Heitor. A luz do quarto ofuscou os olhos do CEO.
— Olha pra mim — Bento ordenou.
Heitor olhou. Bento tava nu, o pau duro, a expressão de dominação.
— Vou te libertar agora — Bento disse. — Mas você vai gozar na minha mão. E só quando eu disser.
Ele abriu o cadeado do cinto de castidade, libertou o pau de Heitor, que estava vermelho e latejante. Depois, tirou as algemas.
— Apoia na parede de vidro — Bento ordenou.
Heitor se virou e apoiou as mãos no vidro frio. Bento passou lubrificante nos dedos e começou a prepará-lo, os dedos entrando devagar. Heitor gemia baixinho.
— Agora — Bento disse, colocando uma camisinha e entrando. — Você vai gozar quando eu gozar. Não antes.
Ele começou a meter, lento, profundo. Cada estocada fazia o corpo de Heitor tremer. A mão de Bento envolveu o pau de Heitor, começando a se masturbar junto com os movimentos.
— Isso — Bento gemia. — Aguenta. Aguenta mais um pouco.
Heitor sentiu o orgasmo se aproximar, o corpo todo se contraindo.
— Agora — Bento ordenou. — Goza comigo.
Os dois gozaram juntos, um gemido alto que ecoou no quarto de espelhos. Heitor sentiu a porra escorrer pelos dedos de Bento, o corpo todo relaxando.
Bento tirou o pau, virou Heitor de frente, e o beijou. O beijo foi lento, molhado, cheio de gratidão.
— Eu te amo — Bento sussurrou.
Heitor sentiu os olhos marejarem.
— Eu também te amo.
Os dois ficaram abraçados dentro da jaula de vidro, nus, suados, exaustos.
— Você quer sair daqui? — Bento perguntou.
— Não — Heitor respondeu. — Quero ficar aqui com você.
Bento sorriu e apertou o abraço.
— Então fica. A gente fica.
FIM DO CAPÍTULO 5
