Conto erótico gay – O DONO DA COLEIRA – QUANDO O CHEFE VIROU SUBMISSO Capítulo 6. FINAL

O DONO DA COLEIRA – QUANDO O CHEFE VIROU SUBMISSO (6) (1)

CAPÍTULO 6: “O DONO DA COLEIRA”

O sol entrava pela janela do quarto simples de Bento, iluminando o rosto de Heitor. Ele estava deitado, nu, a coleira ainda no pescoço, os olhos fechados, a respiração tranquila. Bento estava ao lado, acordado, observando o homem que ele tinha transformado.

Era estranho pensar em como tudo tinha começado. Um estagiário e um CEO. Uma humilhação no escritório. Um computador aberto com segredos. E agora, ali, na cama modesta de uma casa na periferia, os dois estavam mais próximos do que qualquer casal que Bento já tinha visto.

— Heitor — Bento chamou, a voz baixa. — Acorda.

Heitor abriu os olhos, os olhos cinza brilhando.

— O que foi? — ele perguntou, com um sorriso sonolento.

— Eu quero te perguntar uma coisa.

Bento se sentou na cama, puxando o lençol para cobrir o corpo nu. Ele olhou para Heitor com uma expressão séria, diferente do olhar dominador dos capítulos anteriores.

— Você tá feliz? — Bento perguntou. — De verdade?

Heitor se sentou também, a coleira balançando.

— Feliz? — ele repetiu, pensando. — Eu nunca fui tão feliz na vida, Bento. E eu passei 43 anos achando que felicidade era dinheiro, poder, controle. Mas não é. É isso. É você.

Bento sentiu os olhos marejarem.

— E você não sente vergonha? De ser submisso? De usar coleira? De ser tratado como um…

— Como um cachorro? — Heitor interrompeu, com um sorriso. — Não. Eu não sinto vergonha. Porque eu escolhi isso. Eu escolhi você. E o que a gente faz, o que a gente sente… isso é nosso. Só nosso.

Bento segurou a mão de Heitor, os dedos entrelaçados.

— Eu te amo, Heitor. Não como um dono ama um animal. Como um homem ama outro homem. Como um parceiro ama o outro.

Heitor sentiu as lágrimas escorrerem pelo rosto. Ele nunca tinha chorado na frente de ninguém. Mas ali, na frente de Bento, ele se sentia seguro.

— Eu também te amo — Heitor disse. — Mais do que qualquer coisa.

Os dois ficaram em silêncio por um momento, as mãos entrelaçadas, os olhos fixos.

— Então o que a gente faz agora? — Bento perguntou.

Heitor pensou por um momento.

— A gente continua. Mas sem os jogos. Pelo menos por enquanto.

— Como assim?

— Eu quero ficar com você, Bento. Quero acordar ao seu lado, tomar café com você, dormir abraçado. Quero que você seja meu parceiro, não só meu dono. Quero que a coleira seja um símbolo do que a gente tem, não uma corrente que me prende.

Bento sorriu, levantando a mão e tocando o pingente de ouro da coleira.

— Então a gente tira a coleira?

— Não — Heitor respondeu rápido. — Eu quero usar. Mas porque eu quero. Não porque você manda. E eu quero usar porque ela me lembra que eu pertenço a alguém. E que alguém pertence a mim.

Bento beijou Heitor, um beijo lento, cheio de amor.

— Então a gente fica assim — Bento disse. — Você usa a coleira quando quiser. Eu mando quando você quiser. Mas no resto do tempo, a gente é só dois caras que se amam.

— Dois caras que se amam — Heitor repetiu, sorrindo. — Eu gosto disso.

Eles se deitaram novamente, abraçados, o corpo de Heitor colado no de Bento. A luz do sol entrava pela janela, iluminando o rosto dos dois.

— O que você quer fazer hoje? — Bento perguntou.

— Quero comer um pastel na feira — Heitor respondeu. — Quero andar de mãos dadas com você. Quero me sentir normal.

Bento riu.

— Normal? Você, um CEO bilionário, quer se sentir normal?

— Quero. Porque com você, eu me sinto normal. Eu me sinto humano.

Os dois se vestiram e saíram. Foram até a feira da vizinhança, andaram de mãos dadas, comeram pastel e beberam caldo de cana. Heitor riu pela primeira vez em anos, uma risada solta, sem preocupações.

No fim da tarde, eles voltaram para casa. Bento sentou no sofá e puxou Heitor para perto.

— Você tem certeza que não vai se arrepender? — Bento perguntou.

— Tenho — Heitor respondeu, encarando os olhos de Bento. — E você? Tem certeza que quer ficar com um velho grisalho que usa coleira?

— Tenho — Bento disse. — Você é meu. E eu sou seu.

Os dois se beijaram, um beijo longo, molhado, cheio de amor.

A coleira ainda estava no pescoço de Heitor. Mas agora, ela não era mais uma prisão. Era uma lembrança do que eles construíram.

O dono da coleira, no final, não era nem Heitor nem Bento.

Era o amor que eles tinham.

FIM DA SÉRIE

Você também pode gostar

Deixe um comentário