O condomínio era daqueles de classe média, com muros baixos, quintais que se encaravam e uma falsa sensação de privacidade. Todo mundo sabia da vida de todo mundo. Mas ninguém sabia do que acontecia quando as luzes se apagavam.
O Rodrigo morava na casa 14. O Carlos, na casa 16.
Duas casas de distância. Dois quintais separados por um muro baixo. E um segredo que nenhum dos dois vizinhos podia imaginar.
Rodrigo tinha 34 anos, corpo malhado de pedreiro (ele trabalhava na construção civil), pele morena, barba cerrada, olhos escuros. Casado com a Fernanda, dois filhos. Ele era o tipo de homem que as vizinhas olhavam quando ele passava sem camisa. O tipo de homem que as esposas comentavam no grupo do WhatsApp.
Carlos tinha 29 anos, magro, mais baixo que o Rodrigo, com cabelos castanhos bagunçados e um sorriso tímido. Casado com a Joana, uma mulher bonita e extrovertida. Carlos era mais reservado. Não saía muito, não bebia, não fazia barulho.
Mas os olhos dele diziam outra coisa.
Tudo começou num sábado à tarde. As duas famílias estavam no quintal. As crianças brincavam, as esposas conversavam, e os dois homens faziam churrasco. Carlos tava virando os espetos, e o Rodrigo ficou observando.
Não era uma observação qualquer. Era uma coisa que vinha de dentro. O jeito que o Carlos se movia, a curva da cintura, a forma como a bermuda marcava a bunda. Rodrigo sentiu o pau endurecer e desviou o olhar.
— Tá tudo bem, Rodrigo? — Carlos perguntou, percebendo o olhar.
— Tudo — Rodrigo respondeu, a voz um pouco rouca. — Só o calor.
Naquela noite, Rodrigo não conseguiu dormir. Ficou rolando na cama, a Fernanda ao lado, e a imagem do Carlos não saía da cabeça. Ele se masturbou no banheiro, pensando no vizinho, e sentiu uma culpa imensa.
Mas também sentiu um tesão que ele não sentia há anos.
Na semana seguinte, Rodrigo começou a reparar. Ele via o Carlos chegando do trabalho, via ele no quintal, via ele andando pela rua. E cada vez, o desejo crescia.
Até que, numa terça-feira, o Rodrigo viu o Carlos sozinho no quintal. A Joana tinha ido levar as crianças na escola, e o Carlos tava arrumando o jardim.
Rodrigo foi até o muro.
— E aí, vizinho? — ele chamou.
Carlos levantou a cabeça, os olhos castanhos encontrando os de Rodrigo.
— Oi, Rodrigo. Tudo bem?
— Tudo. Só vim ver se você precisava de ajuda com esse jardim.
Carlos sorriu, um sorriso meio envergonhado.
— Tô só terminando aqui. Mas valeu.
Rodrigo pulou o muro. Era baixo, e ele fez isso com facilidade.
— Deixa eu te ajudar — ele disse, se aproximando.
Carlos ficou parado, o corpo rígido, quando Rodrigo colocou a mão no ombro dele.
— Cê tá tenso, vizinho — Rodrigo disse, a voz baixa. — O que que tem?
Carlos engoliu em seco. Ele sabia o que tinha. Tinha visto o olhar do Rodrigo no churrasco. Tinha sentido o mesmo desejo.
— Nada — Carlos mentiu.
Rodrigo apertou o ombro dele.
— Eu sei o que você quer, Carlos. Eu vi o jeito que você me olha.
Carlos sentiu o corpo tremer.
— Eu não…
— Não minta — Rodrigo interrompeu, a voz firme. — Tô te vendo há semanas. Você quer. E eu também quero.
Carlos sentiu o pau endurecer. Ele tentou se afastar, mas o corpo não obedeceu.
Rodrigo se aproximou mais, até que o corpo dos dois tava colado.
— Você já deu? — Rodrigo perguntou, a boca perto da orelha de Carlos.
— Não — Carlos respondeu, a voz falhando.
— Então hoje você vai dar. E você vai gostar.
Rodrigo pegou na mão de Carlos e o levou para dentro da casa do vizinho. A casa tava vazia, as crianças na escola, a Joana no mercado.
— Aonde você tá me levando? — Carlos perguntou, o coração acelerado.
— Pro seu quarto.
O quarto era simples, com cama de casal e cortinas claras. Rodrigo fechou a porta.
— Tira a camisa — ele ordenou.
Carlos obedeceu. Ficou com o peito nu, o corpo magro e branco.
Rodrigo se aproximou, passou a mão no peito de Carlos, apertando um dos mamilos.
— Bonito — ele disse. — Gostoso.
Carlos gemeu baixinho.
— Ajoelha.
Carlos se ajoelhou na frente de Rodrigo, as mãos no chão.
Rodrigo abriu a calça e tirou o pau pra fora. Era grande, grosso, veiudo.
— Chupa.
Carlos hesitou por um segundo. Mas o desejo era maior. Ele abriu a boca e enfiou o pau de Rodrigo na garganta.
— Isso — Rodrigo gemeu, a mão nos cabelos de Carlos. — Chupa gostoso.
Carlos chupava com vontade, a saliva escorrendo pelo queixo, os olhos lacrimejando. Rodrigo guiava a cabeça, metendo fundo.
— Porra, você mama bem — Rodrigo disse, puxando o rosto de Carlos pra cima. — Agora deita na cama.
Carlos se deitou, o corpo nu na cama. Rodrigo pegou o lubrificante na gaveta do criado-mudo e passou nos dedos.
— Vou te preparar — ele disse. — Relaxa.
Ele enfiou um dedo no cu de Carlos, que se contorceu mas não fugiu.
— Tá tudo bem — Rodrigo sussurrou. — Vai ser gostoso.
Os dedos de Rodrigo entraram e saíram, preparando o vizinho para o que vinha.
Carlos já tava gemendo quando Rodrigo colocou uma camisinha e posicionou o pau na entrada.
— Olha pra mim — Rodrigo ordenou.
Carlos olhou.
— Você vai ser minha puta agora.
Rodrigo enfiou o pau de uma vez. Carlos gritou, abafado pela mão que Rodrigo colocou em sua boca.
— Cala a boca, vizinho — Rodrigo disse, começando a meter. — Alguém pode ouvir.
Carlos sentiu o pau de Rodrigo entrar e sair, cada estocada mais fundo que a anterior. As mãos dele apertavam o lençol, os olhos fechados de prazer.
— Gostou? — Rodrigo perguntou.
— Sim — Carlos gemeu. — Gostei.
Rodrigo metia forte, a mão apertando a bunda de Carlos, os tapas ecoando no quarto.
— Você é minha puta — Rodrigo repetia. — Só minha.
Carlos gozou primeiro, o leite quente escorrendo pela barriga. Rodrigo continuou metendo, até que seu orgasmo chegou, forte e quente.
Os dois ficaram parados, a respiração ofegante.
Rodrigo tirou o pau, ajeitou a calça, e olhou pra Carlos.
— Isso não vai ser a última vez — ele disse. — Amanhã eu volto.
Carlos estava deitado, o corpo dolorido, o rosto vermelho, os olhos marejados.
— Tá — ele respondeu. — Amanhã.
Rodrigo saiu pela janela, pulou o muro, e voltou pra sua casa.
Carlos ficou ali, nu, sentindo o gosto da saliva e o cheiro do vizinho.
E ele sabia que, naquela noite, ele tinha se tornado outra coisa.
A puta do vizinho.
FIM.
