O condomínio era daqueles de classe média alta, com portaria 24 horas, câmeras de segurança, jardim bem cuidado e um silêncio de respeito depois das 22h. As famílias dormiam, os cachorros latiam baixo, e o único som era o zumbido do ventilador da portaria.
O Ricardo morava no terceiro andar. Trinta e cinco anos, casado com a Carla há dez, dois filhos, uma vida que parecia perfeita no papel. Ele era contador, corpo magro mas definido, cabelo preto sempre arrumado, óculos de grau que davam um ar de intelectual.
Mas o Ricardo tinha um segredo. Um segredo que começou numa noite de insônia.
O porteiro se chamava Sebastião, mas todo mundo chamava de Tião. Sessenta anos, corpo de urso, braços grossos, barriga de cerveja, cabelo grisalho quase branco, bigode grosso, pele morena e áspera. Viúvo, morava numa kitnet perto dali, e tinha um sorriso de poucos dentes mas muito charme.
A primeira vez foi no banco de cimento da área externa. Ricardo desceu pra fumar, Tião tava na portaria. Um papo, um olhar, e Ricardo sentiu o pau endurecer. Ele não sabia o que tava fazendo, mas entrou na portaria, ajoelhou, e abriu a calça do porteiro.
O pau do Tião era grande. Grosso, veiudo, com a cabeça roxa e o cheiro forte de suor e sexo. Ricardo enfiou na boca como se tivesse esperado a vida inteira.
— Porra, doutor — Tião gemeu, a mão nos cabelos de Ricardo. — Cê é um safado, hein?
Ricardo chupou com vontade, com desespero. Tião gozou na boca dele, e Ricardo engoliu tudo.
Na noite seguinte, Ricardo desceu de novo. E na outra. E na outra. A portaria se tornou o esconderijo dele.
— Doutor — Tião ria, toda vez que via Ricardo. — Achei que cê ia voltar.
— Não podia ficar sem — Ricardo respondia, já ajoelhando.
O vício crescia. Ricardo não conseguia mais pensar em outra coisa. Durante o dia, no escritório, ele ficava olhando o relógio, esperando a noite chegar.
Mas o Tião tinha outros planos. Ele não queria só ser mamado. Queria mais poder.
— Doutor — Tião disse, uma noite, depois de gozar na boca de Ricardo. — Cê sabe que eu gravei a gente, né?
Ricardo congelou.
— O quê?
— Gravei. Várias vezes. Tudo no meu celular. As noites inteiras. Cê chupando, cê gemendo, cê engolindo.
Ricardo sentiu o corpo gelar.
— Você não pode mostrar isso.
— Posso, sim. Posso mandar pro seu chefe. Pra sua mulher. Pro síndico. Pra todo mundo no condomínio.
— O que você quer? — Ricardo perguntou, a voz falhando.
Tião sorriu, um sorriso safado e cruel.
— Quero que você continue vindo. Mas não é mais só eu.
Ricardo sentiu o coração acelerar.
— O que você quer dizer com “não é mais só eu”?
— O José, o faxineiro. Ele vai ficar com a gente. A gente vai dividir você.
O José era o faxineiro do condomínio. Um nordestino de uns 45 anos, magro, forte, com a pele queimada de sol e um sorriso de dentes amarelados. Ele trabalhava no condomínio há cinco anos, sempre calado, sempre educado.
— Mas eu não conheço ele — Ricardo tentou.
— Vai conhecer. Amanhã, meia-noite, no almoxarifado. Se você não vier, eu mando o vídeo.
Na noite seguinte, Ricardo foi. O coração batendo forte, as mãos suando. O almoxarifado ficava no subsolo, perto da garagem. Um lugar escuro, cheio de caixas e ferramentas.
O Tião e o José estavam esperando.
— Chegou, doutor — Tião disse, com um sorriso. — Tira a roupa.
Ricardo hesitou.
— Tira, doutor — José repetiu, a voz grossa. — Ou a gente vai te ajudar.
Ricardo tirou a camisa, a calça, ficou de cueca. O corpo branco brilhava sob a luz fraca da lâmpada do almoxarifado.
— Ajoelha — Tião ordenou.
Ricardo ajoelhou.
Os dois homens abriram as calças. Dois paus duros na frente do Ricardo.
— Escolhe um — Tião disse.
Ricardo escolheu o de Tião, por conhecer. Enfiou na boca, começou a chupar. José se aproximou, colocando a mão no cabelo de Ricardo.
— Não esquece de mim, doutor — José disse, a voz safada.
Ricardo tirou o pau de Tião da boca e enfiou o de José. Era menor que o de Tião, mas mais grosso, com um cheiro forte de suor.
— Isso — José gemeu. — Chupa gostoso.
Os dois se alternavam. Tião mandava, José puxava. Ricardo chupava um, depois o outro, a boca molhada de saliva e pré-gozo.
— Agora deita — Tião ordenou. — É hora de você dar o cu.
Ricardo sentiu o corpo gelar.
— Mas eu nunca…
— Tá na hora de aprender.
José colocou um colchonete velho no chão. Ricardo deitou de bruços, o coração acelerado, o corpo tremendo.
— Relaxa, doutor — José disse, passando lubrificante nos dedos. — Vai ser gostoso.
José enfiou um dedo no cu de Ricardo, depois dois. Ricardo se contorceu, mas não fugiu.
— Tá bom? — José perguntou.
— Tá — Ricardo mentiu. — Tá bom.
— Mais um.
José enfiou o terceiro dedo. Ricardo sentiu o cu se abrir.
— Agora vai — Tião disse, se posicionando atrás de Ricardo. — A primeira vez é sempre assim.
Tião colocou uma camisinha, passou mais lubrificante, e enfiou o pau devagar.
Ricardo gritou, um grito abafado pela mão que José colocou em sua boca.
— Cala a boca, doutor — José sussurrou. — Alguém pode ouvir.
Tião começou a meter, devagar no começo, depois mais rápido. A mão dele apertava a bunda de Ricardo.
— Caralho, como é apertado — Tião gemia. — Gostoso demais.
Ricardo sentia o pau de Tião entrar e sair, a dor se misturando com um prazer estranho que ele nunca tinha sentido.
— Sua vez — Tião disse, tirando o pau.
José se posicionou. O pau dele entrou mais fácil, o cu já aberto. José metia forte, sem dó.
— Isso, doutor — José gemia. — Toma. Toma tudo.
Os dois se alternaram. Ricardo foi fodido por Tião, depois por José, depois por Tião de novo. O corpo dele tava todo suado, a boca babada, o cu ardendo.
— Você é nossa puta agora — Tião disse, metendo fundo. — Nossa puta.
— Sou — Ricardo respondeu, a voz chorosa. — Sou puta de vocês.
Os dois gozaram dentro dele. Ricardo sentiu o leite quente escorrer pela coxa.
— Levanta — José ordenou.
Ricardo se levantou, o corpo dolorido.
— Agora vai pra casa, doutor — Tião disse, ajeitando a calça. — E amanhã você volta. Porque agora você é nosso. E você sabe o que acontece se você não vier.
Ricardo vestiu a roupa com as mãos trêmulas.
— Eu vou voltar — ele disse. — Eu não consigo parar.
Os dois homens riram.
— Bom menino — Tião disse. — Agora vai.
Ricardo subiu pro apartamento. A Carla dormia. Ele entrou no banheiro, olhou no espelho. O homem que ele via não era o mesmo de algumas horas atrás.
Ele tinha virado a puta dos dois.
E não conseguia parar.
FIM.
