O Carlos era gay assumido desde os 18 anos. Morava sozinho num apartamento pequeno no Tatuapé, trabalhava como designer gráfico, e tinha uma vida que ele considerava boa. Mas não perfeita. Faltava uma coisa: uma boa foda.
E não era por falta de opção. O problema é que o Carlos tava cansado dos caras do Grindr. Da mesmice, da falta de pegada, dos encontros frios. Ele queria uma coisa diferente. Queria sentir aquela adrenalina de fazer algo proibido.
Foi quando a amiga Patrícia o chamou para um churrasco na casa dela.
— Vem, Carlos! O Marcelo vai fazer picanha. Você não pode perder.
Patrícia era uma amiga de faculdade, casada há cinco anos com o Marcelo. O Marcelo era um homem alto, forte, de 34 anos, engenheiro, moreno, barba feita, olhos castanhos que pareciam atravessar a alma. Ele tinha aquele jeito de macho alfa, daqueles que sabem o que querem e vão atrás.
Carlos sempre tinha achado o Marcelo bonito. Mas era o marido da amiga. Tinha limite.
Ou pelo menos, ele achava que tinha.
O dia do churrasco chegou. A casa do Marcelo e da Patrícia era grande, com piscina, churrasqueira e um quintal que parecia um sítio. O sol tava forte, as crianças brincavam na piscina, e os adultos bebiam cerveja e comiam picanha.
Carlos estava na piscina, de sunga, quando o Marcelo se aproximou com uma cerveja.
— E aí, Carlos — ele disse, sentando ao lado. — Tudo bem?
— Tudo — Carlos respondeu, tentando não olhar para o peito peludo do Marcelo. — Churrasco bom.
— A Patrícia adora fazer essas festas. Dá trabalho, mas ela gosta.
Os dois ficaram em silêncio por um momento. O Marcelo olhou para a piscina, depois para Carlos.
— Você tá solteiro, né? — ele perguntou.
— Tô — Carlos respondeu, surpreso com a pergunta. — Por quê?
— Nada. Só reparei. Você nunca traz ninguém.
— Tô de boa.
O Marcelo riu, um riso baixo e rouco.
— Você é um cara bonito, Carlos. A Patrícia vive falando de você. Diz que você é o amigo mais legal que ela tem.
Carlos sentiu o corpo esquentar.
— Ela é legal também.
— Você já pensou em ficar com alguém? Alguém diferente?
Carlos olhou para o Marcelo. Os olhos do engenheiro estavam fixos nos dele.
— Você tá dando em cima de mim? — Carlos perguntou, direto.
O Marcelo deu uma risada safada.
— Talvez.
— Você é casado. E é hétero.
— Sou casado. Mas hétero… isso a gente descobre no dia a dia, né?
Carlos sentiu o pau endurecer. O Marcelo levantou, ajeitou a bermuda, e olhou para a casa.
— A Patrícia foi na padaria. As crianças tão na piscina. A gente tem uns 20 minutos.
Carlos não pensou duas vezes. Levantou e seguiu o Marcelo.
Entraram na casa, subiram as escadas, e foram para o quarto do casal. O quarto era grande, com cama de casal, ar-condicionado, e um cheiro de perfume caro.
O Marcelo fechou a porta.
— Você tem certeza? — Carlos perguntou.
— Tenho — Marcelo respondeu, se aproximando. — E você?
Carlos não respondeu. Só beijou o Marcelo.
O beijo foi bruto, molhado, cheio de desejo. As mãos do Marcelo apertaram a bunda de Carlos com força.
— Tira a sunga — Marcelo ordenou.
Carlos obedeceu. Ficou nu, o pau duro, o corpo magro e branco.
O Marcelo tirou a bermuda, ficou de cueca. O volume do pau era grande, e o Carlos sentiu a saliva secar.
— Ajoelha — Marcelo disse.
Carlos ajoelhou. O Marcelo tirou o pau da cueca e colocou na boca do Carlos.
— Chupa — ele ordenou. — Chupa gostoso.
Carlos chupou com vontade. O pau do Marcelo era grande, grosso, e tinha um gosto que o Carlos nunca tinha sentido.
— Porra — o Marcelo gemeu. — Você mama bem, hein?
— Você não faz ideia — Carlos respondeu, a boca cheia.
O Marcelo puxou o Carlos pela mão e o jogou na cama.
— Deita de bruços.
Carlos se virou, deitou de bruços, a bunda empinada.
— Você já deu? — o Marcelo perguntou.
— Já — Carlos respondeu. — Mas faz tempo.
— Então vai ser gostoso.
O Marcelo passou lubrificante nos dedos e começou a preparar o Carlos. Os dedos entraram devagar, e o Carlos gemeu baixinho.
— Tá bom? — Marcelo perguntou.
— Tá — Carlos respondeu. — Tá muito bom.
O Marcelo colocou uma camisinha, passou mais lubrificante, e posicionou o pau na entrada do cu do Carlos.
— Olha pra mim — ele pediu.
Carlos virou o rosto.
— Você vai ser minha puta agora.
O Marcelo enfiou o pau de uma vez. O Carlos gritou, abafado pelo travesseiro.
— Isso — o Marcelo gemeu, começando a meter. — Meu Deus, como você é apertado.
O Carlos sentia o pau do Marcelo entrar e sair, cada estocada mais funda. A mão do engenheiro apertava sua bunda, os tapas ecoando no quarto.
— Cê gosta? — Marcelo perguntou.
— Gosto — Carlos respondeu, a voz chorosa. — Gosto muito.
— Mais rápido, Marquinho — Carlos pediu.
Marcelo acelerou. Os movimentos ficaram mais rápidos, mais brutos. Carlos sentiu o orgasmo se aproximar.
— Vou gozar — ele avisou.
— Goza.
Carlos gozou, o leite quente escorrendo pelo lençol. O Marcelo continuou metendo, até gozar também, dentro da camisinha.
Os dois ficaram parados, a respiração pesada.
Marcelo tirou o pau, ajeitou a cueca, e olhou para o Carlos.
— Isso não pode ter acontecido — ele disse.
— Mas aconteceu — Carlos respondeu.
— Ninguém pode saber.
— Eu sei.
Marcelo pegou o Carlos pela mão e o beijou.
— Mas se você quiser repetir…
Carlos sorriu.
— Eu quero.
Os dois desceram, ajeitaram as roupas, e voltaram para a piscina. A Patrícia tinha acabado de chegar.
— O que vocês estavam fazendo? — ela perguntou, desconfiada.
— Nada — Carlos respondeu, com o sorriso mais inocente do mundo. — Só mostrando a reforma do banheiro pro Marcelo.
Patrícia acreditou.
Mas Carlos sabia que, naquela noite, ele tinha virado a puta do marido da amiga.
E ele não se arrependia.
FIM
