O escritório tava vazio. A última luz do dia entrava pela janela de vidro, pintando o chão de laranja. O Bruno tinha ficado depois do expediente para terminar um relatório — ou pelo menos era o que ele tinha dito quando a patroa perguntou.
A verdade era que ele sabia que o patrão, o Ricardo, ia ficar até tarde. O chefe sempre ficava.
Bruno era gerente de projetos, 32 anos, corpo de quem malhava depois do trabalho, cabelo preto curto e uma barba que ele fazia questão de manter impecável. Há seis meses que ele sentia o olhar do patrão sobre ele, mais longo do que o normal, mais pesado.
E o Bruno correspondia.
O Ricardo tinha 45 anos, corpo de executivo, magro e elegante, o cabelo grisalho aparado, os olhos azuis que pareciam atravessar a alma. Era casado, dois filhos, mas a aliança não escondia o desejo que ele sentia quando o Bruno passava perto.
Naquela noite, o Bruno foi até a sala do Ricardo. A porta tava entreaberta. Ele bateu, e a voz grave do patrão respondeu:
— Entra.
O Bruno entrou e fechou a porta. Não trancou, mas deu aquele ar de intimidade.
— Ainda aqui? — o Ricardo perguntou, sem tirar os olhos do computador.
— O senhor também.
Ricardo levantou a cabeça. Os olhos azuis encontraram os castanhos do funcionário.
— Eu sou o patrão. Eu tenho que ficar.
— Eu também queria ficar.
O silêncio pairou. O Bruno deu um passo à frente.
— O senhor tá me olhando há meses, Ricardo. E eu tô olhando de volta.
O patrão engoliu em seco.
— Você não sabe o que está dizendo.
— Sei, sim. E sei que o senhor quer o mesmo que eu.
Ricardo se levantou. O corpo trêmulo.
— Isso é loucura.
— Loucura é deixar passar.
O Bruno foi até a mesa, contornou-a, e parou atrás do patrão. Colocou as mãos nos ombros do homem e inclinou-se para sussurrar.
— Me deixa te mostrar o que você tá perdendo.
O beijo foi inevitável. O Bruno virou o patrão na cadeira e beijou a boca dele — um beijo bruto, molhado, cheio de fome acumulada.
O Ricardo se entregou.
O Bruno desceu as mãos pelo corpo do chefe, abriu o zíper da calça e puxou o pau do patrão para fora. Já estava duro.
— Quer que eu te chupe? — o Bruno perguntou.
— Sim — o Ricardo respondeu, a voz rouca.
O Bruno ajoelhou entre as pernas do patrão, na frente da mesa de mogno, e enfiou o pau na boca. Chupou com vontade, sentindo o gosto do homem que o comandava.
O Ricardo segurou a cabeça do Bruno, os dedos nos cabelos, e gemeu.
— Porra, Bruno.
— Tá gostando, patrão?
— Tô.
O Bruno chupou mais um pouco e parou.
— Agora quero outra coisa.
O Ricardo levantou-se, virou-se de costas e apoiou as mãos na mesa.
— Me come — ele pediu.
— Sem camisinha.
Ricardo hesitou.
— Você tem certeza?
— Tenho. Vou gozar dentro de você.
O Bruno enfiou o pau no cu do patrão no pelo, sentindo a carne apertar a cabeça do pau.
— Porra, Ricardo — o Bruno gemeu. — Você é apertado.
— Me fode — o patrão implorou.
O Bruno meteu forte, cada estocada mais funda. A mesa rangia, os papéis voavam.
— Você é meu agora — o Bruno disse, metendo sem dó. — Meu puto.
— Sou — o Ricardo respondeu.
O Bruno meteu mais rápido, a mão no pau do patrão.
— Vai gozar comigo.
Os dois gozaram juntos.
O Bruno tirou o pau, sentindo o cu do patrão escorrendo a porra.
— Amanhã você vai me pedir mais — o Bruno disse.
— Eu sei — o Ricardo respondeu.
