O Diego tinha 26 anos, corpo magro de quem nunca pisou numa academia, cabelo preto liso, olhos castanhos que evitavam contato visual. Era analista de sistemas, passava o dia atrás de telas, e nunca tinha tido coragem de fazer nada fora do comum. Até o dia em que a esposa o convenceu a contratar um personal trainer.
— Você tá muito sedentário, amor. Vai te fazer bem.
O personal se chamava Vitor. 38 anos, corpo de quem treinava desde os 18, ombros largos, braços grossos, cabelo raspado dos lados e uma barba bem feita. Ele olhou pro Diego na primeira sessão e sorriu de um jeito que fez o rapaz sentir um frio na barriga.
— Você é muito travado. Vamos resolver isso.
As primeiras semanas foram treino normal. Flexão, agachamento, corrida. O Vitor corrigia a postura do Diego com as mãos — uma na cintura, outra no ombro, o corpo colado. O Diego sentia o pau endurecer e disfarçava.
Na quarta semana, o Vitor mandou o Diego ficar depois do horário.
— Vou te ensinar um treino diferente.
A academia estava vazia. Só os dois. O Vitor trancou a porta.
— Senta no banco.
O Diego sentou. O Vitor se ajoelhou na frente dele e tirou algo do bolso. Uma coleira de couro preto.
— Você vai usar isso.
— Por quê?
— Porque eu sei o que você quer. Eu vejo no seu olhar. Você quer ser mandado. Quer ser dominado. Quer ser usado.
O Diego sentiu o rosto queimar.
— Eu não…
— Não mente.
O Vitor colocou a coleira no pescoço do Diego. O couro era frio, mas foi esquentando rápido.
— Ajoelha.
O Diego ajoelhou. O chão da academia era frio, o cheiro de suor e desinfetante no ar.
— Tira a camisa.
O Diego obedeceu. O peito magro, sem pelos, brilhava sob a luz fluorescente.
— Agora chupa.
O Vitor abriu a calça e tirou o pau pra fora. Era enorme. Grosso, veiudo, com a cabeça roxa brilhando. O Diego engoliu em seco.
— Chupa.
O Diego enfiou na boca. A cabeça bateu no fundo da garganta. Ele engasgou, os olhos lacrimejando, mas não parou. O Vitor segurou o cabelo dele e guiou a cabeça.
— Isso. Você mama bem pra quem nunca fez.
O Diego chupava com vontade. A saliva escorria pelo queixo. O Vitor gemia baixinho.
— Para.
O Diego parou.
— Levanta. Apoia no banco.
O Diego apoiou as mãos no banco de supino. O Vitor abaixou a calça dele, passou lubrificante nos dedos, e enfiou um no cu do rapaz. O Diego se contorceu.
— Relaxa.
O segundo dedo entrou. O terceiro. O Diego já estava gemendo.
— Tá pronto?
— Tô.
O Vitor enfiou o pau de uma vez. O Diego gritou, abafado pela mão do personal em sua boca.
— Cala a boca. Academia vazia mas vizinho ouve.
Metia forte. Cada estocada empurrava o Diego contra o banco. A mão do Vitor segurava a coleira, puxando o pescoço pra trás.
— Você é minha puta agora.
— Sou.
— Fala de novo.
— Sou sua puta.
— Você é um buraco.
— Sou um buraco.
O Vitor metia mais rápido. A academia inteira parecia tremer. O Diego sentia o pau entrar e sair, a dor virando prazer.
— Vou gozar dentro.
— Goza.
Gozou. Saiu. Ajeitou a calça.
— Amanhã você volta. Mesmo horário. E vai fazer tudo de novo.
O Diego se vestiu. As mãos tremiam. A coleira ainda no pescoço.
— E a coleira?
— Fica com você. Usa por baixo da roupa. Ninguém precisa saber.
O Diego voltou pra casa. A esposa perguntou como foi o treino.
— Foi bom.
Ele deitou na cama. Sentiu a coleira contra a pele. Sorriu no escuro.
Na terça seguinte, ele voltou. E na outra. E na outra. Até que a coleira já não era mais um segredo. Era parte dele.
FIM.
