CAPÍTULO 4 – O IRMÃO SÁDICO
A notícia da chegada de Takeshi, o irmão mais novo de Kaito, pairou sobre a mansão como uma nuvem de tempestade. Ren não sabia muito sobre ele – apenas que era mais jovem, mais cruel, e que tinha uma fama de gostar de brincadeiras pesadas com os servos.
— Ele vai querer te usar — Kaito disse, enquanto preparava o escravo para o jantar. — E você vai obedecer. Vai fazer tudo o que ele pedir.
— Sim, senhor — Ren respondeu, a voz firme.
Quando Takeshi chegou, montado em um cavalo preto, Ren entendeu imediatamente por que Kaito havia feito aquele alerta. Takeshi era mais alto que o irmão, com ombros largos, cabelo preto espetado, olhos cor de âmbar e uma tatuagem de serpente no pescoço. Ele desmontou com uma agilidade felina e seus olhos percorreram a mansão – e o corpo de Ren – com uma fome que fez o escravo estremecer.
— Então é ele? — Takeshi perguntou, sem desviar o olhar de Ren. — O seu novo brinquedo?
— É ele — Kaito confirmou.
Takeshi se aproximou de Ren, pegou a coleira de couro que ainda estava no pescoço do escravo e a puxou para baixo.
— Bonito. Jovem. E parece que já está bem treinado. Você vai me divertir.
— Ele vai — Kaito disse, com um sorriso.
Ren sentiu o ar mudar quando Takeshi entrou. A presença do irmão de Kaito era mais pesada, mais perigosa. Seus olhos âmbar percorriam o corpo de Ren como se ele fosse um pedaço de carne exposto no açougue. Takeshi não falou com o escravo – não imediatamente. Ele apenas olhou para Kaito e riu, uma risada baixa que fez Ren estremecer.
— Então é ele? — Takeshi perguntou, apontando para Ren com o queixo.
— É ele — Kaito respondeu. — Minha propriedade.
Takeshi se aproximou de Ren, mas não o tocou. Ele apenas o observou, como um predador avalia uma presa. O rapaz manteve a postura ereta, mesmo com o coração acelerado.
— Você é bonito — Takeshi disse, finalmente. — Mas bonito não significa nada se não souber servir.
— Ele aprende rápido — Kaito disse.
Takeshi sorriu. Um sorriso que não chegava aos olhos.
— Então vamos ver.
O jantar foi tenso. Ren serviu os dois irmãos, ajoelhado entre eles, a coleira de couro ainda no pescoço. Takeshi não tirava os olhos dele, e sua mão, de vez em quando, tocava a bunda de Ren por cima da túnica.
— Você parece nervoso — Takeshi disse, quando Ren derrubou uma tigela de arroz.
— Desculpe, senhor.
— Pode não ser um acidente, escravo. Ou você está esperando ser punido?
Ren sentiu o rosto esquentar.
— Não, senhor.
— Então levante, limpe e volte para o meu quarto. Em quatro.
Ren obedeceu. Quando saiu da sala, ouviu a risada de Takeshi.
A noite caiu sobre a mansão como uma promessa sombria. Takeshi, o irmão mais novo de Kaito, chegara com o olhar de quem já tinha decidido o que queria. E o que ele queria era Ren.
— Você vai passar a noite comigo — Takeshi disse, puxando a coleira do escravo. — E vai aprender o que significa servir um homem de verdade.
Ren sentiu o couro apertar contra sua garganta. O olhar de Kaito, ao fundo, era de aprovação silenciosa.
O quarto de Takeshi era diferente do de Kaito. Mais escuro, com correntes penduradas nas vigas do teto, uma cama baixa cercada por velas negras, e uma caixa de madeira no canto, cheia de instrumentos de couro e metal.
— Tire a roupa — Takeshi ordenou.
Ren obedeceu. Ficou nu, o corpo dourado brilhando sob a luz das velas.
— Ajoelhe-se.
Ren ajoelhou, os joelhos tocando o tatame frio.
Takeshi caminhou ao redor dele, como um predador avaliando sua presa. Ele segurou o queixo de Ren e forçou-o a olhar para cima.
— Você é bonito. Mas bonito não serve de nada se não souber obedecer.
— Eu sei obedecer, senhor — Ren respondeu.
— Vamos ver.
Takeshi pegou uma corda de seda preta e amarrou as mãos de Ren atrás das costas, com um nó apertado que fez o escravo estremecer.
— Fique de joelhos. Erguido. Não se mova.
Ren ficou. Takeshi se sentou na cama e observou, os olhos âmbar fixos no corpo imóvel do escravo.
Minutos se passaram. Ren sentiu os braços formigarem, o peso do próprio corpo puxando as articulações.
— Você está desconfortável? — Takeshi perguntou.
— Sim, senhor.
— Bom. O desconforto te ensina a ser grato pelo conforto.
Takeshi se levantou e foi até a caixa de madeira. Ele tirou um chicote curto de couro trançado, com um cabo de metal. A ponta tinha pequenos nós que brilhavam sob a luz.
— Você já levou chicote?
— Sim, senhor.
— Mas não como eu vou te dar.

Takeshi posicionou-se atrás de Ren e, sem aviso, desferiu o primeiro golpe. O chicote estalou contra as costas nuas do escravo, deixando uma marca vermelha.
— Conte — Takeshi ordenou.
— Um — Ren disse, a voz firme.
O chicote bateu novamente. Mais forte.
— Dois.
Três. Quatro. Cinco.
A cada golpe, a pele de Ren ardia, mas um prazer estranho crescia dentro dele.
— Você gosta disso, não gosta? — Takeshi perguntou.
— Sim, senhor — Ren respondeu, ofegante.
— Peça mais.
— Por favor, senhor. Me castigue mais. Me marque.
Takeshi bateu mais forte, os nós do chicote rasgando a pele de Ren. O escravo gritou, abafado pela mão que Takeshi colocou em sua boca.
— Cala a boca. Seu gemido é meu.

Quando as costas de Ren estavam cobertas de marcas vermelhas, Takeshi parou. Ele colocou o chicote de lado e foi até a caixa novamente, tirando um plug anal prateado, maior que o que Kaito usara.
— Você vai usar isso a noite toda — Takeshi disse, passando lubrificante no objeto. — E vai aprender a me agradecer por cada centímetro.
— Sim, senhor — Ren respondeu.
Takeshi enfiou o plug no cu de Ren, girando-o lentamente. Ren prendeu a respiração, sentindo o metal frio se alojar dentro dele.
— Agora, ajoelhe-se de quatro.
Ren obedeceu. Takeshi amarrou uma corda na coleira de Ren e prendeu a outra ponta a um gancho no chão, forçando o escravo a manter a cabeça baixa.
— Fique assim — Takeshi disse. — Até eu voltar.
Ele saiu do quarto, deixando Ren sozinho, o plug no cu, o corpo marcado, a cabeça baixa.

Kaito entrou alguns minutos depois. Seus olhos percorreram o corpo de Ren, as marcas, a posição de submissão.
— Ele te tratou bem? — Kaito perguntou.
— Sim, senhor — Ren respondeu, a voz cansada.
Kaito se ajoelhou na frente do escravo e segurou seu rosto.
— Isso é apenas o começo. Takeshi vai te quebrar. E eu vou te reconstruir.
Quando Takeshi voltou, carregava uma bandeja com saquê e uma tigela de frutas. Ele sentou na cama, cruzou as pernas, e começou a comer, ignorando Ren.
— Você está com fome, escravo? — Takeshi perguntou.
— Sim, senhor.
— Então implore.
Ren engoliu o orgulho.
— Por favor, senhor. Deixe-me comer. Deixe-me beber.
Takeshi jogou uma fruta no chão, bem na frente de Ren.
— Coma. Como um cachorro.
Ren abaixou a cabeça e comeu a fruta do chão, os olhos fixos no tatame.
— Bom menino — Takeshi disse, acariciando a cabeça de Ren. — Você está aprendendo.
A noite continuou. Takeshi fez Ren engatinhar pelo quarto, de coleira, como um animal. Enfiou os dedos no cu do escravo, forçando-o a gemer mais alto.

— Você só goza quando eu permitir — Takeshi disse, a mão apertando o pau de Ren. — E hoje você não vai gozar.
— Por favor, senhor — Ren implorou. — Deixe-me gozar.
— Não.
Takeshi puxou a coleira e forçou Ren a deitar de costas. Ele enfiou o pau no cu do escravo, metendo com força, a mão na garganta de Ren.
— Você é minha puta. Minha puta suja.
— Sou, senhor.
Takeshi metia forte, cada estocada mais funda, o corpo de Ren batendo contra o tatame.
— Você gosta de ser fodido?
— Gosto, senhor.
— Você gosta de ser humilhado?
— Gosto.
— Então agradeça.
— Obrigado, senhor. Obrigado por me foder. Obrigado por me humilhar.

Takeshi gozou dentro de Ren, e o escravo gozou também, sem permissão.
Takeshi sorriu.
— Você desobedeceu. Amanhã será pior.
E Ren, exausto, sabia que era verdade.
