O domingo começou cedo. O sol tava forte, mas dentro do bar do Seu Zé, o que importava era a TV. O Corinthians e o São Paulo iam se enfrentar na final do Paulistão, e a cidade inteira tava parada.
O Júlio era corintiano. Trinta anos, corpo malhado de pedreiro, pele morena, cabelo preto curto, barba feita, e uma camisa do Corinthians que ele usava até pra dormir. Ele tinha aquele jeitão de quem não leva desaforo pra casa e que ia comemorar o título no meio da rua. Os braços grossos, as mãos calejadas, o sorriso de deboche.
O Daniel era são-paulino. Vinte e oito anos, mais magro que o Júlio, cabelo castanho bagunçado, olhos verdes, e uma camisa do São Paulo que ele já tinha lavado tantas vezes que o número nas costas tava quase apagado. Ele era mais calmo, mas quando o assunto era futebol, não ficava atrás. O corpo fino, a pele clara, o jeito meio moleque.
Os dois eram amigos desde a infância. Cresceram no mesmo bairro, foram na mesma escola, jogaram bola na mesma pelada. A rivalidade entre os times era o tempero da amizade. Se zoavam o tempo todo, mas no fundo, se amavam.
— Hoje o Timão vai amassar vocês — Júlio disse, com um sorriso de canto.
— Sonha — Daniel respondeu. — O São Paulo vai meter três.
— Três o quê? Três gols contra? Vai toma no cu.
Os dois riram, mas tinha um brilho nos olhos do Júlio que o Daniel não tava conseguindo ignorar. Aquele brilho que dizia “eu quero você”.
No meio do primeiro tempo, o Júlio virou pro Daniel.
— Aposta uma coisa comigo?
— Depende do que.
— Se o Corinthians ganhar, você me paga uma cerveja. Mas se o São Paulo ganhar, eu pago.
Daniel riu.
— Só isso? Você já perdeu, então.
— Não, não — Júlio disse, a voz mais baixa, mais rouca. — Se o Corinthians ganhar, você não paga cerveja. Você paga com o cu.
Daniel sentiu o corpo gelar. O coração disparou.
— Você tá doido?
— Tô falando sério. Se eu perder, eu pago a sua. Mas se você perder, você dá o cu.
Daniel ficou em silêncio. O coração batia acelerado. Ele sabia que o Júlio sempre foi meio doido, mas isso era demais. O pau dele já tava duro, e ele tentou disfarçar com a mão.
— Você tá bêbado — Daniel disse.
— Tô são. E tô com tesão.
Daniel olhou pros olhos do Júlio. Não tinha brincadeira ali. Era desejo puro. Fome.
— Tá — Daniel disse, a voz falhando. — Mas se você perder, você vai ter que pagar.
— Combinado.
O jogo continuou. Daniel tava tão nervoso que mal conseguia olhar pra TV. As mãos suavam. O pau já tava duro de tesão e nervoso. Cada lance, cada bola na área, ele sentia o corpo tremer.
Faltando cinco minutos para o fim, o Corinthians fez o gol. Um golaço de fora da área.
Júlio pulou, gritou, abraçou o Daniel.
— Porra, Daniel! Vai ter que pagar! Você vai dar o cu, seu bambi!
Daniel sentiu o corpo tremer. O São Paulo tinha perdido. A aposta tava feita. O cu dele tava em jogo.
Depois do jogo, os dois foram na casa do Júlio. O quarto era simples, com uma cama de solteiro, uma TV, e um pôster do Corinthians na parede. O cheiro de suor e desodorante masculino tava no ar.
Júlio fechou a porta. O barulho do trinco ecoou no silêncio.
— Tira a roupa — ele disse, a voz firme.
Daniel obedeceu. Os dedos tremiam enquanto desabotoava a camisa do São Paulo. Tirou a camisa, a calça, a cueca. Ficou nu, o corpo magro brilhando sob a luz do quarto.
Júlio olhou para o corpo do amigo. Os olhos percorreram do pescoço aos pés.
— Caralho, Daniel — ele disse, a voz rouca. — Você é lindo, seu viadinho.
Daniel sentiu o rosto esquentar.
— Me beija — ele pediu, a voz baixa.
Júlio segurou o rosto de Daniel e o beijou. O beijo foi bruto, molhado, cheio de tesão acumulado. As mãos do pedreiro deslizaram pelo corpo do são-paulino, apertando a bunda magra.
— Ajoelha, seu bambi — Júlio ordenou.
Daniel ajoelhou no chão. O piso frio contra os joelhos.
Júlio abriu a calça e tirou o pau pra fora. Era grande, grosso, veiudo. A cabeça roxa e brilhando de pré-gozo.
— Olha pro meu pau, Daniel — Júlio disse. — Olha o pau do corintiano que vai comer seu cu.
Daniel olhou. O pau do Júlio era enorme.
— Chupa — Júlio ordenou. — Chupa gostoso, seu são-paulino.
Daniel enfiou o pau do Júlio na boca. O gosto era salgado, de suor e pré-gozo. Ele chupou com vontade, a língua deslizando pela cabeça.
— Isso — Júlio gemeu, a mão no cabelo de Daniel. — Chupa que nem puta. Você é uma puta, sabia? Uma puta bambi.
Daniel chupava mais rápido, a saliva escorrendo pelo queixo.
— Agora deita na cama — Júlio disse. — De bruços. Quero ver essa bunda de são-paulino.
Daniel deitou de bruços na cama, a bunda empinada. A pele branca e lisa.
Júlio deu um tapa forte. O som ecoou no quarto.
— Isso — Daniel gemeu. — Bate mais.
Júlio deu mais três tapas. A bunda de Daniel ficou vermelha.
— Você gosta de apanhar, né, bambi? — Júlio perguntou, a voz cheia de deboche.
— Gosto — Daniel respondeu, a voz chorosa. — Gosto de ser seu.
Júlio passou lubrificante nos dedos e enfiou um no cu de Daniel.
— Porra — Daniel gemeu. — Isso.
Júlio enfiou o segundo dedo, depois o terceiro.
— Tá pronto pra levar, bambi?
— Tô — Daniel respondeu. — Me fode.
Júlio posicionou o pau na entrada do cu de Daniel e enfiou de uma vez.
Daniel gritou, abafado pelo travesseiro.
— Cala a boca, viado — Júlio disse, começando a meter. — Alguém pode ouvir.
Júlio metia forte, cada estocada mais funda. Daniel sentia o pau entrar e sair, a dor se misturando com o prazer.
— Isso — Daniel gemia. — Isso.
— Você é minha puta — Júlio dizia, metendo. — Minha puta bambi.
— Sou — Daniel respondia. — Sou sua puta.
Júlio metia mais rápido. A mão dele apertava a cintura de Daniel, puxando o corpo magro contra o pau grosso.
— Vira — Júlio ordenou. — Quero ver sua cara enquanto te como.
Daniel se virou, deitou de costas, as pernas abertas.
— Cavalga — Júlio disse. — Você vai cavalgar no pau do corintiano.
Daniel sentou no pau de Júlio. A cabeça do pau entrou, e ele desceu devagar, sentindo cada centímetro.
— Isso — Daniel gemeu. — Isso.
Ele começou a se mover, subindo e descendo no pau de Júlio. O corpo magro se movia, a bunda batendo nas coxas do amigo.
— Olha pra você — Júlio disse, rindo. — Todo bambi, cavalgando no pau. Seus amigos do São Paulo iam adorar ver você assim.
Daniel sentiu o rosto arder de vergonha e tesão.
— Você é um puta, Daniel — Júlio continuou. — Uma puta gostosa.
Daniel cavalgava mais rápido, o pau de Júlio entrando fundo.
— Vou gozar — Daniel avisou.
— Vai — Júlio ordenou. — Goza na minha mão.
Daniel gozou, o leite quente escorrendo pelos dedos de Júlio. O corpo todo tremendo.
Júlio meteu mais algumas vezes e gozou dentro de Daniel.
Os dois ficaram parados, a respiração pesada.
Daniel sentou no colo de Júlio, os dois abraçados.
— Isso foi bom — Daniel disse.
— Bom demais.
Daniel sentiu o corpo dolorido, mas feliz. Ele tinha perdido o jogo, mas tinha ganhado outra coisa.
— A gente repete? — Daniel perguntou.
— Todo domingo.
Daniel sorriu.
E assim começou a tradição. Todo domingo, depois do jogo, os dois se encontravam. E o Daniel, sempre que perdia, pagava a aposta com o cu.
Até que um dia, ele começou a torcer contra o próprio time.
— Você tá torcendo contra o São Paulo? — Júlio perguntou, rindo.
— Tô — Daniel respondeu. — Quero perder.
Júlio riu.
— Você é um puta, Daniel. Um puta gostoso.
Daniel beijou o Júlio.
— E você é meu corintiano.
E os dois viveram felizes. Entre zoações e putaria.
FIM.
