Há dois anos, os reinos do Norte e do Sul estavam em guerra. O campo de batalha era uma planície vermelha de sangue e cinzas. Kenshin e Raiden se enfrentaram mais de uma dúzia de vezes. Nenhum dos dois jamais havia vencido.
Naquela manhã, a batalha foi brutal. Kenshin desferiu um golpe que arrancou o capacete de Raiden. Raiden respondeu com um chute que derrubou Kenshin no chão.
Os dois se levantaram, ofegantes, as espadas apontadas para o pescoço um do outro.
— Você nunca vai me vencer, guerreiro do Norte — Raiden disse, com um sorriso de deboche.
— E você nunca vai me vencer, guerreiro do Sul — Kenshin respondeu.
O olhar dos dois se encontrou. Não era ódio. Era outra coisa.

A guerra terminou em um empate. Os reinos assinaram um tratado de paz, e um banquete foi realizado para celebrar. Kenshin e Raiden se encontraram pela primeira vez sem armaduras.
Raiden usava um quimono preto aberto no peito, mostrando a tatuagem de dragão. Kenshin usava um quimono azul, o cabelo prateado solto. Eles se encararam em silêncio.
— Você parece diferente sem armadura — Raiden disse.
— Você também.
Raiden se aproximou.
— Por que você nunca me deixou vencer?
— Por que você nunca me deixou vencer?
A tensão entre eles cresceu. O coração de Kenshin batia forte.

Kenshin foi para o jardim para se refrescar. Raiden o seguiu.
— Você está fugindo de mim? — Raiden perguntou.
— Estou evitando problemas.
Raiden o empurrou contra uma árvore.
— Você é um problema. E eu quero resolver você.
O beijo foi bruto, molhado, cheio de fome de anos.
Kenshin se entregou, as mãos nos cabelos de Raiden.
— Isso é loucura — Kenshin murmurou.
— A melhor loucura.

Raiden levou Kenshin para uma cabana abandonada no bosque.
— Aqui ninguém vai nos ver.
— Você quer isso? — Kenshin perguntou.
— Quero você.
Raiden ajoelhou e abriu a calça de Kenshin.
— Chupa — ele ordenou.
Kenshin enfiou o pau de Raiden na boca. A cabeça bateu no fundo da garganta.
— Isso — Raiden gemeu.
Kenshin chupava com vontade. Raiden gozou na boca dele.
Kenshin deitou de bruços no colchão.
— Vai devagar.
Raiden passou lubrificante nos dedos e preparou o rival.
— Relaxa.
Raiden enfiou o pau devagar. Kenshin gritou.
— Isso — Raiden dizia. — Você é apertado.
Ele metia forte. Kenshin sentia cada estocada.
— Você é minha puta — Raiden disse.
— Sou.
Eles gozaram juntos.
Depois do sexo, eles ficaram abraçados no colchão.
— O que acontece agora? — Kenshin perguntou.
— Eu não sei. Mas não quero que acabe.
Kenshin beijou o ombro de Raiden.
— Eu também não.

Eles voltaram para o castelo como se nada tivesse acontecido. Mas se olhavam diferente.
Naquela noite, Kenshin entrou no quarto de Raiden.
— Eu não consigo dormir.
— Eu também não.
Eles transaram de novo.

Um mês depois, no campo de batalha onde tudo começou.
— Eu te amo — Kenshin disse.
— Eu também.
Eles se beijaram, a espada no chão.

