A BR-101 é uma estrada filha da puta. Não tem jeito. Ela te pega no cansaço, na solidão, na falta de dinheiro, e na hora que você menos espera, aparece uma viatura da PRF piscando no meio da escuridão.
O Carlinhos conhecia bem essa estrada. Quarenta e dois anos, vinte deles na estrada, mas nada do porte bruto de um caminhoneirão raiz. Carlinhos era magro, de um jeito que a camisa caía solta no corpo. Os ossos das costelas marcavam quando ele tirava a roupa. Cabeça raspada na zero, lisa, brilhando sob a luz do painel. Olhos miúdos e atentos, de quem aprendeu a ler as pessoas pra sobreviver. Uma tatuagem de uma cobra enrolada num crânio no antebraço direito, desbotada pelo sol e pela graxa.
Naquela sexta-feira, ele tava voltando de uma entrega em Salvador, com a carroceria cheia de frutas. O sol já tinha se posto, a lua tava alta, e a estrada parecia uma fita preta infinita. Foi quando ele viu as luzes. Amarelas e vermelhas, piscando na beira da estrada, perto do posto da PRF na divisa entre a Bahia e Sergipe.
— Putaria — ele resmungou, a voz fina e cansada. — Logo hoje.
Ele deu seta, buzinou duas vezes, e encostou o Scania no acostamento. O motor roncava baixo enquanto ele desligava a chave. O silêncio tomou conta, só cortado pelo zumbido dos pneus na estrada e o barulho dos grilos.
Carlinhos passou a mão na cabeça lisa, tirando o suor. O corpo magro tremia levemente. Ele sabia que tava com a carteira vencida. Sabia que ia dar merda. Mas a carga era perecível, e o patrão não ia aceitar desculpa.
Os dois policiais que se aproximaram eram jovens. O primeiro era o César, uns 27 anos, magro, sarado, cabelo preto raspado dos lados, olhos escuros que brilhavam na luz do farol. A farda azul escura caía justa no corpo de atleta, mostrando os músculos dos braços. Ele tinha um sorriso torto, desses que dizem “eu sei o que você fez” sem precisar abrir a boca.
O segundo era o Renan, uns 34 anos, mais cheinho que o César, com uma pança de cerveja que a farda escondia mal. O bigode grosso cobria o lábio superior, e ele tinha um jeito calmo, de quem já tinha lidado com todo tipo de pilantra na estrada.
— Boa noite, senhor — César disse, a voz firme. — Documentos e carteira de motorista.
Carlinhos estendeu os papéis, a mão trêmula. Os dedos finos e compridos pareciam menores na mão dos policiais.
César olhou os documentos e franziu a testa.
— Senhor, sua carteira venceu há três meses. Isso é infração gravíssima. O senhor sabe o que isso significa?
Carlinhos sentiu o suor escorrer pela careca.
— Sei, doutor. Multa. Pontos. Apreensão do veículo. Mas doutor, a carga é perecível. Se eu não entregar amanhã cedo, perco o frete. O patrão me mata.
Renan deu um passo à frente, os olhos percorrendo o corpo magro do caminhoneiro. A camisa xadrez azul e branca caía solta, mostrando o peito magro e os ossos do ombro.
— O senhor é muito magro pra ser caminhoneiro — Renan disse, com um sorriso estranho. — Parece que não come direito.
Carlinhos sorriu, sem graça.
— É a estrada, doutor. Não dá pra comer direito.
César olhou pro Renan, e os dois trocaram um olhar. Carlinhos sentiu. Um frio na barriga. Não era medo. Era outra coisa.
— O senhor não tem dinheiro pra pagar a multa, né? — César perguntou, a voz mais baixa.
— Não, doutor.
— Então a gente vai ter que resolver de outro jeito.
Carlinhos engoliu em seco. As mãos suadas apertaram o volante.
— Que outro jeito, doutor?
Renan se aproximou mais, colocando a mão no ombro magro de Carlinhos.
— O senhor já ouviu falar em “acordo amigável”, caminhoneiro?
Carlinhos sentiu a mão do policial apertar seu ombro. Não era uma ameaça. Era um convite.
— Já ouvi, doutor.
— Então vem pro carro. A gente conversa melhor.
Os três entraram na viatura. Era uma caminhonete preta, vidros escuros, bancos de couro. Carlinhos sentou no banco de trás, as mãos suadas, a careca brilhando de suor.
Os dois policiais sentaram na frente, virando pra trás.
César abriu a calça.
— Mostra o que você sabe fazer, caminhoneiro.
O pau de César era grande, mais de 20 centímetros, veiudo, com a cabeça roxa e brilhando. Carlinhos sentiu a saliva secar. Mas ele sabia o que fazer. Já tinha feito isso outras vezes.
Ele ajoelhou no chão da viatura, entre os dois bancos.
— Abre a boca, magrelo — César ordenou.
Carlinhos abriu a boca e enfiou o pau do César na garganta. Sentiu o gosto salgado do suor e do pré-gozo. A cabeça do pau bateu no fundo, e ele engasgou, mas continuou.
— Caralho — César gemeu, a mão na careca de Carlinhos. — Você é magro, mas mama gostoso.
Carlinhos chupava com vontade, a língua deslizando pela cabeça, a mão apertando as bolas do policial. A saliva escorria pelo queixo, molhando a camisa xadrez.
— Isso — César gemia. — Toma tudo, magrelo.
Enquanto o Carlinhos mamava o César, o Renan abriu a calça. O pau do Renan era mais curto, mas mais grosso, com uma cabeça grande e redonda. Ele começou a se masturbar, olhando a cena.
— Não esquece de mim, caminhoneiro — Renan disse, a voz rouca.
Carlinhos tirou a boca do pau do César e se virou pro Renan. Enfiou o pau do Renan na boca, sentindo o gosto forte de suor.
— Isso — Renan gemeu. — Chupa gostoso. Chupa que nem puta.
Os dois se revezavam. Carlinhos mamava um, depois o outro. A mão do César apertava a careca lisa. A do Renan guiava sua cabeça magra. A viatura tava cheia de gemidos e do som molhado da boca do caminhoneiro.
— Levanta — César ordenou. — Tira a roupa.
Carlinhos obedeceu. Tirou a camisa xadrez, a calça jeans, a cueca. Ficou nu.
O corpo magro era todo ossos e pele. As costelas marcavam, a barriga era lisa e definida sem esforço, e a pele era branca como leite, com algumas sardas espalhadas. A cabeça raspada brilhava sob a luz do painel.
César riu.
— Caralho, você é magro igual uma vara. Mas tem um pau bonito.
O pau de Carlinhos tava duro, médio, com uma curvatura para a direita.
— Deita no banco — César ordenou.
Carlinhos deitou de bruços no banco de trás, a bunda magra empinada.
César passou lubrificante nos dedos e enfiou um no cu de Carlinhos.
— Isso — Carlinhos gemeu. — Isso.
César enfiou o segundo dedo, depois o terceiro.
— Tá pronto pra levar?
— Tô — Carlinhos respondeu. — Me fode.
César posicionou o pau na entrada do cu de Carlinhos e enfiou de uma vez.
Carlinhos gritou, abafado pela mão do Renan.
— Cala a boca, magrelo — Renan disse, a voz baixa. — Alguém pode ouvir.
César começou a meter, forte e fundo. O corpo de Carlinhos se mexia a cada estocada, o banco de couro rangendo.
— Caralho — César gemeu. — Você é apertado, seu magrelo.
Renan se posicionou na frente, o pau na mão.
— Abre a boca.
Carlinhos abriu a boca, e o Renan enfiou o pau.
Dupla penetração. Um pau no cu, outro na boca.
César metia no cu de Carlinhos, cada estocada mais fundo. Renan metia na boca, a mão na cabeça lisa do caminhoneiro.
— Isso — Renan gemia. — Você é nossa puta, magrelo.
— Sou — Carlinhos falou, a voz abafada. — Sou puta de vocês.
Os movimentos se sincronizaram. César metia no cu, Renan na boca. Entravam e saíam juntos, o corpo de Carlinhos balançando entre os dois.
— Caralho, César — Renan gemeu. — Esse magrelo é bom demais.
— Bom demais — César concordou, metendo mais forte.
Carlinhos sentia os dois paus. Um no cu, outro na boca. O corpo todo tremendo. A careca suada brilhava.
— Vou gozar — César avisou.
— Vai — Carlinhos implorou. — Goza dentro.
César gozou primeiro, dentro do cu de Carlinhos. O leite quente escorreu pela coxa magra.
Renan gozou na boca, e Carlinhos engoliu.
— Porra — Renan gemeu, se afastando. — Você é uma puta gostosa.
Os dois policiais ajeitaram as calças.
— Sua carteira — César disse. — Vai levar uma advertência. Mas a multa… a multa a gente dá por paga.
Carlinhos se levantou, o corpo dolorido, a boca babada, o cu escorrendo porra.
— Obrigado, doutor — ele disse, a voz cansada.
— Não precisa agradecer — Renan disse, com um sorriso. — A gente se vê na próxima.
Carlinhos vestiu a roupa. As mãos tremiam. Abriu a porta da viatura e saiu.
Quando ele entrou no caminhão, sentou no banco e passou a mão na careca suada.
O gosto da porra ainda tava na boca.
Ele sabia que ia voltar.
Não tinha escolha.
FIM.
