O domingo começou com o cheiro de carvão e carne assando. O tio do Daniel, o Seu Zé, tinha convidado a família inteira para um churrasco na casa dele. Era tradição: todo mês, a família se reunia, as crianças corriam, as mulheres fofocavam, e os homens bebiam.
O Daniel tinha 23 anos, corpo magro e definido, cabelo castanho bagunçado, olhos verdes que brilhavam com um misto de timidez e desejo, e um piercing na orelha que ele tinha colocado escondido da família. Ele era o único da família que ainda não tinha namorada, e todo mundo vivia perguntando quando ele ia arrumar uma. Mas o Daniel tinha outros planos. Planos que ninguém sabia.
O churrasco tava cheio. A piscina transbordava de crianças, o som do pagode estourava os tímpanos, e a galera bebia como se não houvesse amanhã. O Daniel ficou num canto, mexendo no celular, tentando se esconder das perguntas constrangedoras das tias.
Foi quando ele viu o Alessandro.
O Alessandro era amigo do tio do Daniel. Uns 38 anos, alto, forte, ombros largos, cabelo preto com alguns fios grisalhos que davam um ar de experiência, barba bem feita que contornava um rosto quadrado, olhos castanhos que pareciam atravessar a alma. Ele vestia uma camisa social azul clara com as mangas dobradas até o cotovelo, mostrando antebraços musculosos e peludos. Os dedos eram grossos, com pelos escuros, e ele tinha uma tatuagem de uma âncora no pulso direito.
O Daniel sempre tinha achado o Alessandro bonito. Mas era amigo do tio. Tinha limite. Ou ele achava que tinha.
A tarde foi passando. O sol quente derretia o asfalto, a cerveja gelada escorria pelas mãos, e o som do pagode fazia o chão tremer. O Daniel bebeu mais do que devia. O corpo tava quente, a mente solta, e cada gole de cerveja parecia soltar mais um parafuso do seu autocontrole.
Alessandro tava na churrasqueira, virando os espetos de picanha. A camisa social tava aberta até o peito, mostrando uma quantidade generosa de pelos escuros que desciam pela barriga. O suor escorria pelo pescoço, pelo peito, e a luz do sol fazia os pelos brilharem.
Daniel não conseguia desviar o olhar. Ele via o suor escorrer entre os pelos, via os músculos do braço de Alessandro se contraírem quando ele virava a carne, via a forma como a calça jeans marcava a bunda do homem. O pau de Daniel já tava duro, e ele teve que cruzar as pernas pra disfarçar.
Foi quando Alessandro olhou pra ele. E sorriu.
Daniel sentiu o corpo gelar e esquentar ao mesmo tempo.
— E aí, Daniel — Alessandro disse, se aproximando. — Tudo bem?
Ele colocou uma mão no ombro do Daniel. O toque era quente, firme.
— Tudo, tio.
— Não me chama de tio, porra. Me chama de Alessandro.
Daniel engoliu em seco. A mão de Alessandro ainda tava no ombro dele, e os dedos do homem apertavam levemente.
— Tudo bem, Alessandro.
Alessandro deu um sorriso. Era um sorriso diferente. Um sorriso de quem sabia o que queria. De quem já tinha feito isso antes.
— Você tá bebendo bem, hein? — Alessandro disse, com a voz mais baixa. — Tá conseguindo acompanhar um homem de verdade?
Daniel sentiu o desafio na voz. Ele também podia jogar esse jogo.
— Tô tentando — ele respondeu, com um sorriso meio torto. — Mas acho que você bebe mais que eu.
Alessandro riu, uma risada baixa e rouca.
— Vamo tomar mais uma. Tô precisando de companhia.
Os dois foram até o freezer, pegaram mais duas cervejas geladas. Alessandro colocou a mão nas costas do Daniel, guiando ele pelo caminho. O toque durou mais do que devia. Muito mais.
Daniel sentiu o calor da mão de Alessandro nas suas costas, os dedos pressionando a coluna. O corpo ficou tenso, mas o pau tava duro de novo.
A noite caiu. O churrasco continuou. As luzes de piscina foram acesas, e o quintal ganhou um brilho azulado. Daniel já tava bêbado, o corpo quente, a mente leve. Ele sentou no sofá da sala, olhando a festa através da janela.
Alessandro se aproximou de novo. Dessa vez, ele sentou ao lado de Daniel, tão perto que as coxas se tocavam.
— Tá cansado, gato? — Alessandro perguntou, a voz baixa.
Daniel sentiu o “gato”. O coração acelerou.
— Tô um pouco.
— Vem, vamo tomar uma água. Tô com sede.
Daniel levantou, o corpo tonto de álcool e desejo. Ele seguiu Alessandro. Mas em vez de ir pra cozinha, Alessandro foi pro corredor do fundo, onde ficava o banheiro social.
— O banheiro é aqui — Alessandro disse, abrindo a porta.
Daniel entrou atrás dele. O banheiro era pequeno, com uma pia, um vaso, e uma porta que dava pra trancar. A luz era amarelada, quente.
Alessandro fechou a porta e trancou.
Daniel sentiu o coração disparar. O batimento cardíaco ecoava nos ouvidos.
— O que você tá fazendo? — ele perguntou, a voz saindo mais fina do que ele queria.
Alessandro se aproximou. O corpo grande do homem preenchia o espaço do banheiro.
— O que você acha que eu tô fazendo, Daniel?
Alessandro colocou a mão no rosto do Daniel. Os dedos grossos tocaram a pele macia do jovem.
— Eu te vi olhando pra mim a tarde inteira, Daniel. Você acha que eu não vi? Os olhos verdes te denunciaram.
Daniel sentiu as pernas tremerem.
— Mas… você é amigo do meu tio.
— E daí? — Alessandro riu, uma risada baixa e rouca. — Teu tio não precisa saber. Eu quero você. E você quer me dar. Tá na cara.
Daniel sentiu o rosto queimar de vergonha e tesão.
— Eu…
— Não fala — Alessandro interrompeu. — Só sente.
Alessandro inclinou o corpo e beijou o Daniel. O beijo foi bruto, molhado, cheio de tesão acumulado. A língua do homem invadiu a boca do jovem, e Daniel sentiu o gosto de cerveja e carne.
— Isso — Alessandro murmurou, a boca ainda colada. — Relaxa, gato. Eu vou te dar o que você quer.
A mão de Alessandro deslizou pelo corpo do Daniel, apertando a bunda magra por cima do jeans.
— Você tá duro, Daniel. Tá sentindo meu pau na sua perna?
Daniel sentia. O pau de Alessandro tava duro, pressionando sua coxa.
— Ajoelha — Alessandro ordenou.
Daniel obedeceu. Os joelhos tocaram o chão frio do banheiro. Ele olhou pra cima, os olhos verdes encontrando os castanhos de Alessandro.
— Olha só — Alessandro disse, abrindo a calça. — Olha o que você vai chupar.
O pau de Alessandro era grande. Mais de 20 centímetros, grosso, veiudo, com uma cabeça roxa e brilhando de pré-gozo. Pelos escuros na base.
— Tá vendo? — Alessandro disse, segurando o pau com a mão. — Isso vai entrar na sua boca. E você vai engolir tudo.
Daniel abriu a boca. A saliva já escorria pela garganta.
— Chupa — Alessandro ordenou.
Daniel enfiou o pau de Alessandro na boca. Sentiu a cabeça bater no fundo da garganta, o gosto salgado do pré-gozo e do suor. Os dedos de Alessandro apertaram seu cabelo.
— Isso — Alessandro gemeu, a voz rouca. — Chupa gostoso, gato. Chupa que nem puta.
Daniel chupava com vontade, a língua deslizando pela cabeça, a mão apertando as bolas do homem. A cada movimento, a mão de Alessandro puxava seu cabelo.
— Você mama bem, hein? — Alessandro disse, a respiração pesada. — Já fez isso antes, né, seu viadinho?
Daniel não respondeu. Só chupou mais rápido.
— Olha pra mim — Alessandro ordenou. — Quero ver seus olhos enquanto você engole meu pau.
Daniel olhou pra cima. Os olhos verdes se fixaram nos de Alessandro.
— Isso — Alessandro gemeu. — Você é um puta, Daniel. Uma puta gostosa.
Alessandro começou a meter na boca de Daniel. Movimentos curtos, fundos. A cabeça do pau batia na garganta do jovem, e Daniel sentia a arder.
— Toma tudo — Alessandro dizia. — Toma.
Daniel sentiu o pau de Alessandro pulsar na boca.
— Vou gozar — Alessandro avisou. — Vai engolir tudo, seu viado.
Alessandro gozou. O leite quente encheu a boca de Daniel, e ele engoliu tudo, sentindo o gosto salgado e forte.
— Caralho — Alessandro gemeu, a mão ainda no cabelo de Daniel. — Que delícia.
Daniel se levantou, a boca molhada. O pau ainda tava duro.
— Agora minha vez — ele disse, a voz rouca.
Alessandro riu.
— Você quer me comer? Quer dar o cu pra mim?
— Quero.
Alessandro virou de costas e apoiou as mãos na pia.
— Então vem. Me come, seu puto.
Daniel passou lubrificante que tava na pia nos dedos, enfiou no cu de Alessandro. O homem gemeu.
— Isso — Alessandro disse. — Prepara.
Daniel enfiou o segundo dedo, depois o terceiro. Alessandro se contorceu, a mão apertando a pia.
— Agora — Alessandro ordenou. — Me fode.
Daniel enfiou o pau no cu de Alessandro. O homem era apertado, quente.
— Porra — Daniel gemeu, começando a meter. — Você é gostoso.
Os movimentos eram rápidos, fortes. Daniel metia com vontade, a mão na cintura de Alessandro.
— Isso, gato — Alessandro gemia. — Me come gostoso.
— Você é minha puta agora — Daniel disse. — Minha puta.
— Sou — Alessandro respondeu. — Sou sua puta.
Daniel metia forte, a pia rangendo. O som dos corpos se chocando enchia o banheiro.
— Vou gozar — Daniel avisou.
— Goza dentro.
Daniel gozou, o corpo todo tremendo. Alessandro gozou também, o leite escorrendo pela pia.
Os dois ficaram parados, a respiração pesada.
— Isso foi bom — Daniel disse.
— Bom demais — Alessandro respondeu.
Os dois se arrumaram. Ajeitaram as roupas, lavaram o rosto.
— Vai primeiro — Alessandro disse. — Depois eu saio.
Daniel saiu do banheiro. O coração ainda batia forte.
A festa continuava. As pessoas riam, bebiam, comiam.
Ninguém sabia o que tinha acontecido.
Daniel voltou pro sofá. Pegou outra cerveja.
Alessandro saiu do banheiro, foi pra churrasqueira.
Os dois se olharam. E sorriram.
FIM.
