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Conto Erótico Gay: VIREI A PUTA DO DONO DA FAVELA

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A favela do Morro do Cruzeiro era daquelas que parecem um labirinto. Becos estreitos, escadas íngremes, casas de tijolo aparente, fios de luz e internet cruzando o céu como teias de aranha. O barulho do funk vinha de todo lado, e o cheiro de fumaça de maconha se misturava com o de feijão no fogão.

O Wallace morava ali desde que nasceu. Vinte e quatro anos, corpo magro e definido de quem subia e descia ladeira todo dia, pele morena, cabelo preto cacheado, olhos de quem já viu de tudo. Ele trabalhava num mercadinho na boca da favela, carregando caixa, empurrando carrinho, ganhando um salário que mal dava pra pagar as contas.

A mãe dele era doente. A irmã mais nova tava na escola. E o pai tinha sumido há anos.

O dinheiro nunca era suficiente.

A boca de fumo ficava no alto do morro, na casa de dois andares com muro alto e um pitbull no quintal. Todo mundo sabia quem era o dono: o Robson. Os moradores chamavam ele de “Robão”. Trinta e cinco anos, corpo de urso, braços grossos com tatuagens de palhaço e faca, cabeça raspada, olhos gelados que davam medo até em quem não devia nada. Ele tinha três homens armados sempre por perto, uma moto preta, e uma fama de que não se brincava com ele.

O Wallace sempre desviou o caminho pra não passar perto da boca. Mas a vida tem dessas.

A mãe dele piorou. O remédio era caro, e o Wallace não tinha dinheiro. Faltava o suficiente pra pagar o aluguel, comprar o remédio, e ainda sobrar pra comer. Ele tava no desespero.

Foi quando ele viu o Robson no mercadinho. O traficante tava comprando cigarro, a corrente de ouro grossa no pescoço brilhando sob a luz do teto.

Wallace sentiu um frio na barriga. Não era medo. Era outra coisa.

— E aí, moleque — Robson disse, olhando pra ele. — Tá precisando de grana?

Wallace ficou parado, a caixa de leite na mão.

— Tô, seu Robson.

Robson deu um sorriso, os dentes amarelos de tabaco.

— Então vem na minha casa hoje. A gente conversa.

Naquela noite, Wallace subiu o morro. O coração batia forte, as mãos suavam. O portão da casa do Robson tava aberto, e o pitbull tava dormindo no quintal.

— Entra — uma voz chamou.

Wallace entrou. A sala era grande, com sofá de couro, TV de tela grande, e um quadro da Santa Ceia na parede. Robson tava sentado, fumando um cigarro.

— Senta — ele disse.

Wallace sentou.

— Você quer dinheiro — Robson disse, direto. — Eu tenho. Mas você não vai pegar emprestado, moleque. Você vai trabalhar.

— Trabalhar fazendo o quê?

Robson deu uma tragada.

— Vai ser meu. Minha puta. Você vai fazer o que eu quiser, quando eu quiser. Em troca, sua mãe tem remédio. Sua irmã tem escola. Você tem dinheiro.

Wallace sentiu o corpo gelar.

— Eu não…

— Você vai — Robson interrompeu. — Porque você não tem escolha. Eu sei que sua mãe tá doente. Eu sei que você não tem dinheiro. E eu sei que você vai aceitar.

Wallace olhou pro chão. As mãos tremiam.

— Tá — ele disse. — Tô dentro.

Robson se levantou, foi até ele, e colocou a mão no rosto do Wallace.

— Bom menino. Agora tira a roupa.

Wallace obedeceu. Ficou nu, o corpo magro brilhando sob a luz da sala.

Robson abriu a calça, tirou o pau pra fora. Era grande, grosso.

— Ajoelha.

Wallace ajoelhou.

— Chupa.

Wallace enfiou o pau do Robson na boca. O gosto era forte, de suor e cigarro. Ele chupou com vontade, os olhos lacrimejando.

— Isso — Robson gemeu. — Cê aprende rápido.

A mão do Robson apertou o cabelo do Wallace, guiando a cabeça. Wallace chupou mais fundo, a saliva escorrendo pelo queixo.

— Agora deita no sofá — Robson ordenou.

Wallace deitou de bruços no sofá. Robson passou lubrificante nos dedos e enfiou no cu do Wallace.

— Isso — Wallace gemeu. — Isso.

Robson enfiou o pau e começou a meter. A mão do traficante apertava a bunda do Wallace.

— Você é minha puta agora — Robson disse. — Minha puta.

— Sou — Wallace respondeu, a voz chorosa. — Sou sua puta.

Robson metia forte, cada estocada mais fundo. Wallace sentia o pau entrar e sair, a dor se misturando com um prazer estranho.

— Vai gozar? — Robson perguntou.

— Vou.

— Goza.

Wallace gozou, o leite quente escorrendo pelo sofá. Robson gozou dentro dele.

Robson tirou o pau e ajeitou a calça.

— Amanhã você volta. Sexta-feira tem uma entrega. Você vai estar no carro comigo.

Wallace se levantou, o corpo dolorido.

— E o dinheiro?

Robson tirou um maço de notas do bolso e jogou em cima da mesa.

— Isso é só o começo. Se você for bom, você ganha mais.

Wallace pegou o dinheiro, o coração acelerado.

— Até amanhã, seu Robson.

— Até amanhã, putinha.

Wallace desceu o morro, o dinheiro na mão, o corpo ainda tremendo.

Ele passou na farmácia, comprou o remédio, e foi pra casa. A mãe dormia. A irmã estudava.

Na sexta-feira, Wallace tava no carro do Robson. Os dois foram fazer uma entrega na favela vizinha.

— Você vai ser meu segurança — Robson disse.

— Segurança?

— Você vai ficar do meu lado. E vai fazer o que eu mandar.

No meio do caminho, Robson parou o carro num beco escuro.

— Tira a roupa — ele disse. — Eu quero te comer antes da entrega.

Wallace obedeceu. Ficou nu no banco do carro.

Robson o comeu ali mesmo, com os vidros abertos, o perigo de alguém ver.

— Você é minha puta — Robson dizia, metendo. — Minha puta.

— Sou — Wallace respondia.

A entrega foi rápida. Wallace ficou do lado do Robson, com uma mochila nas costas, fingindo que era segurança. Mas ele sabia que era outra coisa.

Ele era a puta do traficante.

Os dias se tornaram semanas. Wallace ia todo dia na casa do Robson. Às vezes era só um boquete rápido. Às vezes era uma noite inteira, com Robson usando ele de todas as formas. Wallace aprendeu a gostar. O dinheiro era bom. O poder também.

Até que um dia, os homens do Robson começaram a chamar Wallace de “putinha do patrão”. E Wallace não ligava mais.

Ele tinha virado o que sempre foi.

A puta do dono da boca.

FIM.

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