O Rodrigo tinha 34 anos, uma vida que qualquer um invejaria. Esposa bonita, dois filhos saudáveis, casa própria no Jardim Ângela, carro zero, e um emprego de gerente numa empresa de logística. Ele era o tipo de homem que as vizinhas olhavam quando ele passava de camisa social, o tipo que as esposas comentavam no grupo do WhatsApp.
Mas o Rodrigo tinha um segredo.
Um segredo que ele guardava há anos, desde os tempos de faculdade, quando descobriu que sentia tesão por homens. Ele nunca tinha agido. Casou cedo, teve filhos, e enterrou o deseito no fundo da alma. Mas o desejo não morre. Ele só espera.
E naquela sexta-feira, o desejo resolveu sair do esconderijo.
O Rodrigo tinha ido ao shopping depois do trabalho. A desculpa era comprar um presente para a esposa. O verdadeiro motivo era outro. Ele sabia que o shopping tinha um banheiro no subsolo, perto da praça de alimentação, que era famoso entre os caras que curtiam uma sacanagem.
Ele entrou no banheiro. O coração batia forte, as mãos suavam. O banheiro era grande, com azulejos brancos, pisos de cerâmica, e uma fileira de cubículos no fundo.
Rodrigo foi até o fundo. O cubículo do fundo estava fechado. Ele entrou no da frente, deixou a porta entreaberta, e esperou.
O coração acelerado. O pau duro.
O cubículo do fundo abriu. Um cara saiu. Era um homem mais velho, uns 45 anos, corpulento, com uma barba grisalha e olhos de quem já tinha visto de tudo. Ele usava um terno preto, camisa branca, e um sorriso malicioso.
Ele olhou para Rodrigo, acenou com a cabeça, e entrou no cubículo que Rodrigo tinha deixado entreaberto.
Era o sinal.
Rodrigo entrou no cubículo do fundo. O chão tava molhado, o ar cheirava a mijo e desinfetante. Mas ele não ligava. Ele fechou a porta e se virou.
O homem de terno já estava lá, com a calça aberta, o pau duro na mão.
— E aí, novato? — o homem disse, a voz grave. — Tava te esperando.
Rodrigo engoliu em seco.
— Eu… eu nunca fiz isso.
— Claro que nunca. Mas vai gostar.
O homem se ajoelhou e puxou a calça de Rodrigo. O pau do casado já tava duro, escapando da cueca. O homem enfiou na boca sem cerimônia, chupando com vontade.
Rodrigo gemeu baixinho, encostando a cabeça na porta do cubículo. A sensação era boa demais. A boca do homem era quente, molhada, e a língua fazia movimentos que a esposa nunca tinha feito.
— Porra — Rodrigo sussurrou.
O homem parou.
— Quieto. Se não, alguém vai ouvir.
Rodrigo mordeu o lábio e tentou se controlar. O homem voltou a chupar, mais rápido, mais fundo. A mão de Rodrigo apertou o cabelo do cara, guiando a cabeça.
Foi quando outro homem entrou no cubículo.
O segundo homem era mais jovem, uns 25 anos, magro, cabelo preto bagunçado, piercing na orelha. Ele usava uma camisa social azul e calça jeans justa.
Ele fechou a porta do cubículo e ficou olhando.
— Pode continuar — ele disse, abrindo a própria calça. — Eu só quero ver.
Rodrigo sentiu o corpo gelar. Mas o pau do homem mais velho na boca continuava, e o tesão era maior que o medo.
O jovem começou a se masturbar enquanto assistia. Rodrigo olhou pra ele, sentindo uma mistura de vergonha e excitação.
— Você gosta? — o jovem perguntou. — Gosta de ser visto?
Rodrigo não respondeu. Só fechou os olhos.
O homem mais velho parou de chupar e se levantou.
— Agora é sua vez — ele disse, virando de costas e apoiando as mãos na parede do cubículo. — Me fode.
Rodrigo hesitou.
— Eu nunca…
— A primeira vez é sempre assim. Vai.
O jovem se aproximou, colocando a mão no ombro de Rodrigo.
— Vai, novato. A gente cuida de você.
Rodrigo colocou uma camisinha que o homem mais velho entregou, passou lubrificante, e alinhou o pau na entrada.
O homem mais velho arqueou as costas.
— Entra — ele ordenou.
Rodrigo entrou. A sensação foi avassaladora. O cu do homem era apertado, quente, e Rodrigo sentiu o pau latejar.
— Isso — o homem mais velho gemeu. — Agora me come. Come gostoso.
Rodrigo começou a meter, devagar no começo, depois mais rápido. O jovem se masturbava ao lado, olhando, gemendo baixinho.
— Caralho, que delícia — o jovem sussurrou. — Cê é bom, novato.
Rodrigo sentiu o orgasmo se aproximar. Ele metia mais forte, as mãos apertando a cintura do homem mais velho.
— Vou gozar — ele avisou.
— Goza dentro — o homem mais velho respondeu. — Vai.
Rodrigo gozou, o corpo tremendo, os gemidos abafados pela mão que ele colocou na boca.
O homem mais velho tirou o pau de Rodrigo e ajeitou a calça.
— Agora é com você — ele disse, saindo do cubículo.
Rodrigo ficou sozinho com o jovem.
— Sua vez — o jovem disse, virando de costas. — Me come também.
Rodrigo colocou outra camisinha. O jovem era mais apertado que o mais velho.
— Isso — o jovem gemeu. — Me come gostoso.
Rodrigo metia forte.
— Você é bom — o jovem disse.
— Você também.
O jovem gozou primeiro. Rodrigo gozou depois.
Os dois ficaram parados, a respiração pesada.
— Foi bom — o jovem disse.
— Bom demais.
Rodrigo ajeitou a calça, as mãos tremendo.
O jovem saiu do cubículo. Rodrigo ficou sozinho.
Rodrigo saiu do banheiro, o coração ainda batendo forte. Ele foi até a praça de alimentação, comprou um café, e sentou.
O gosto da porra ainda tava na boca.
Ele sabia que ia voltar.
Não tinha escolha.
FIM.
